sexta-feira, 26 de março de 2010

THINGS WE SAID TODAY.

"Someday when we're dreaming, deep in love, not a lot to say. Then we will remember things we said today."


Cheguei em casa e fui completamente bombardeada de perguntas. Minha irmã queria saber absolutamente tudo e eu, sinceramente, não estava interessada em compartilhar nada com ela. Eu queria manter aquilo comigo. – Mas, vocês se beijaram? – Ela quase gritou enquanto eu tentava tomar banho e ela conseguia ser insuportável do lado de fora do Box me fazendo as perguntas mais fúteis. – Não, quase, mas não. – Me contive em dizer aquilo e não contar como o hálito de hortelã dele havia me feito derreter.

– Segunda feira, no colégio, você nem pense em ficar perto daquele seu amigo sexualmente inativo, quer dizer, você vai ficar com o Danilo, não? – Eu desliguei o chuveiro e então enrolei uma toalha em volta do meu corpo, saindo dele. – É, e eu duvido mesmo que o Giordano queira falar comigo. Ele provavelmente está falando mal de mim pros amigos dele. – A Agnes me olhou com cara de quem não entendia. – Que amigos? Ele só tem você! – E então eu me dei conta de que eu era a única pessoa que sabia dos amigos virtuais dele. – Ah, os amigos virtuais dele. – Aí ela caiu na gargalhada. – Esse é o cumulo da solidão. – Na verdade não era, mas bem, deixe ela se enganar.

Eu sai do banheiro e deixei ela se maquiando. Sim, minha irmã se maquiava pra dormir, o que não é nada normal, mas eu tenho que entender, coitada... Aqueles produtos pra cabelo realmente fazem mal, sabe? Deixam as pessoas completamente loucas.

Coloquei minha camisola e então deitei na minha cama, nem me lembrando do nojo que havia sentido há um certo tempo atrás. Quer dizer, eu lembrei na hora em que estava deitada. Daí eu gritei – AGNES! – Tive que gritar umas cinco vezes até que ela aparecesse com a escova de dente dentro da boca e uma cara de quem não entendia absolutamente nada do que eu estava dizendo. – Agnes, você e o Sandro transaram na minha cama? – Ela riu com a pasta de dente na boca, uma coisa completamente nojenta, se você quer saber. – Não, Freesia, boa noite.

Eu fechei os olhos e bem, tentei dormir, mas não consegui. Claro que não, hoje haviam acontecido coisas completamente estranhas e eu precisava pensar sobre isso. O que eu ia fazer? Porque, por um lado, o Gio estava certo na hora em que surtou... O próximo passo seria qual? Talvez namorá–lo, não que essa seja uma má idéia. Mas, mas bem, eu ia virar uma líder de torcida idiota? Eu ia começar a achar a Agnes menos insuportável do que achei a minha vida inteira? Ou pior, eu me tornaria uma pessoa insuportável como ela? Sério, essas coisas martelavam na minha cabeça e eu tive certeza de que, não ia valer a pena ter nada com ele e nem mesmo pensar em ter algo com ele. Porque, bem, porque eu ira morrer. Por livre e espontânea vontade, mas eu ia morrer. E bem, não ia mudar minhas convicções por culpa de um garoto, jamais. Nem mesmo queria fazê–lo sofrer quando eu morresse.

Então eu decidi: Vou acabar com isso antes que comece realmente. Nunca daria certo, de maneira nenhum, quer dizer, olha pra mim... Olha pra ele. Demorou um pouco, mas acho que lá pras cinco da manhã eu caí no sono.

Acordei com a minha irmã gritando. E sério, isso não é bom, em nenhum circunstancia. Jamais. – Freesia! Freesinha! Free! – Ela gritava descontroladamente do lado da minha cama e quando eu abri meus olhos só consegui pensar em uma coisa “Eu to completamente ferrada” Isso porque meu quarto, ou melhor, nosso quarto estava com três das pessoas mais insuportáveis de todo o planeta: Sabrina, a melhor amiga da minha irmã e provavelmente a pessoa mais loira de todo o planeta que sorria descontroladamente e ria igual a uma hiena, ela tinha sérios problemas com isso. Laura, amiga da minha irmã e capitã das lideres de torcida que tinha aquela mania chata de separar as silabas de todas as palavras. E por ultimo, mas não menos insuportável, Cristina, que preferia ser chamada de Christie e que era uma completa wannabe minha irmã e uma vez me pediu um fio de cabelo dela. Sério.

Me cobri de novo e então disse em alto e bom som. – Dá pra vocês saírem do meu quarto? – E então todas fizeram caras fabricadas de cheerleaders tristes e saíram do quarto. Todas, menos uma pessoa. – Agnes, eu odeio acordar com pessoas em volta da minha cama, pareço que sou um paciente recém–saído do coma ou algo assim. – Aí, ainda sem tirar o cobertor do meu rosto amassado eu ia me levantando. Levantei até que meu cobertor caiu de cima de mim e eu me deparei com o Danilo, é o Danilo, ali, do lado da minha cama. Com um buquê de flores pra mim e com uma cara de idiota. E eu tava lá, com a minha camisola que mais mostrava que escondia. Pulei de novo e me cobri tão rápido quanto um elefante correndo de um rato. – O que você tá fazendo aqui? – Tentei esconder a surpresa na minha voz mas era impossível. – Eu, bem, vim te convidar pra ver meu jogo hoje.

– Tão cedo? – Ele me olhou com uma cara de assustado. – Freesia, são quatro horas da tarde. – E então olhou pras flores que havia trazido, logo tentou se desculpar por elas. – Bem, eu sei que você não gosta de flores, mas não sabia mais o que trazer... Se você não quiser, tudo bem, eu amasso elas. – Ah, que fofura. Mas agora eu tava nua, sabe? – Claro que eu vou no jogo, só que, bem, eu tenho que acordar antes... Isso não é um problema, né? – Ele assentiu – Claro que não, eu vou ficar lá embaixo com o pessoal e você, bem, você acorda enquanto isso. – Meus olhos arregalaram. – Como assim? Pessoal? – Me enrolei um pouco mais no cobertor e então olhei para a rua. Sério, como eu tinha conseguido acordar tão tarde? A sorte não é minha amiga. – O time, tá todo mundo lá embaixo. Seus pais saíram.

– Ta tendo uma festa lá embaixo? – Eu quase gritei. Sério, isso não é normal de acontecer comigo, me belisquei discretamente e, era verdade, de novo era verdade. Mas era uma verdade muito surreal. – É, quase isso... Você acabou mesmo de se beliscar? – Eu corei, quase enfiei meu rosto embaixo do cobertor de tanta vergonha. – Danilo, eu posso acordar e colocar uma roupa e depois te falo sobre minhas tendências ao masoquismo? – Ele assentiu, rindo e então saiu do quarto, mas disse baixinho antes de sair. – Aposto que faria um sucesso com essa roupa lá embaixo. – Aí eu gritei, tão descontroladamente quanto minha irmã há menos de dez minutos atrás. – SAI!

4 comentários:

  1. To curtindo horrores ! HUHAUAHUAHUAHUA adivinha quem ...rs

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  2. alias... quero ler o próximo capítulo, é.
    Como demora as quartas ,_,

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  3. M-E-U D-E-U-S
    Eu amo a Aggye, alguém me ajuda?
    E sim, eu separo sílabas de todas as palavras, algo bastante Naomi Clark. Hauhauahauahuaa. Ti.po. As.sim. É.

    Por favor, Danilo. Tire essas ideias absurdas da cabeça da Freesia de suicídio e permaneça insistente. Que menina não gosta disso? Tá, mas Freesia.. Uma dica. Não seja tão dura e irredutivel (?), tá? Que linda essa história. Até me lembra os (bons) tempos de 2008.

    Freesia, você é como sua irmã, no fundo. Só usa um tipo de máscara, casca, qualquer coisa que a defenda do mundo. Eu acredito nas duas irmãs ainda juntas, arrasando no colégio.
    E que festinha lá embaixo, huh? Se arruma logo, logo! x.x Tá, confesso que tô gostando do Danilo também.

    Sobre Giordano... Tá. Tomara que ele não seja aqueles psicopatas tipo Pipo, né? BRimks. Mas tipo Jasper. x.x Tá, tô gostando e esse é, de longe, o melhor episódio. Pelo menos até agora.


    Aggye <3

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  4. AUDHUAHDUAHDUAHSUA ah. Esqueci de comentar uma coisa. Tenho uma amiga com uma mania parecida com a da Agnes. Tipo. Antes de vomitar, ela passa maquiagem, tipo, ãããã.


    AHAUHAUAHAUHAUAHAUHAUAHAUHAUAHAUA morri.

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